Bibliografia Aula 3


Canções (som e letra)

Lili Marleen

Let it be

Romaria

My way

Comme d'habitude

Milord

Hier Encore
 

Textos

Notas sobre el Planteamiento Filosófico de Jean-Paul Sartre - J. Pieper
A Prova da existência de Deus em Sartre - J. Pieper
Transtorno Bipolar: a Normal "Patologia" de Tomás de Aquino - J. Lauand
 
 
 
 

....
Lili Marlene (áudio - Lale Andersen)
 
Vor der Kaserne vor dem grossen Tor 
Stand eine Laterne, und steht sie noch davor, 
Wollen wir uns da wiedersehen 
Bei der Laterne wollen wir stehen, 
Wie einst Lili Marleen, wie einst Lili Marleen. 

Unsre beide Schatten sahn wie einer aus 
Dass wir so lieb uns hatten, das sah man gleich daraus 
Und alle Leute solln es sehn, 
Wenn wir bei der Laterne stehn, 
Wie einst Lili Marleen, wie einst Lili Marleen. 

Schon rief der Posten: Sie blasen Zapfenstreich 
Es kann drei Tage kosten! Kam'rad, ich komm ja gleich. 
Da sagten wir auf Wiedersehn. 
Wie gerne wöllt ich mit dir gehn,
Mit dir Lili Marleen, mit dir Lili Marleen. 

Deine Schritte kennt sie,deinen schönen Gang,
Alle Abend brennt sie,doch mich vergaß sie lang.
Und sollte mir ein Leid geschehn
Wer wird bei der Laterne stehen?
Mit dir, Lili Marleen, mit dir, Lili M. 

Aus dem stillen Raume, aus der Erde Grund 
Hebt mich wie im Traume dein verliebter Mund.
Wenn sich die spaeten Nebel drehn, 
Werd' ich bei der Laterne stehn 
Wie einst Lili Marleen, wie einst Lili Marleen 

Em frente ao quartel, diante do portão
Um poste com um velho lampião
Está ele ainda lá?
Queremos lá nos re-encontrar
Queremos junto à sua ficar
Como outrora, Lili Marlene

Nossas duas sombras pareciam uma só
E todos percebiam o amor que nos tínhamos Toda a gente ficava a contemplar
Quando estávamos junto ao lampião
Outrora, LM

Gritou o sentinela para avisar
Tá na hora! um atraso, três dias vai te custar
Já vou, já vou companheiro!
E dissemos adeus, com que gosto eu iria
Com você,  LM

O lampião reconhece teus passos 
Teu belo caminhar
Ele ilumina tudo na noite
Mas há tempos se esqueceu de mim
E se algo me acontecer..., Quem vai estar junto ao lampião, Com v. LM?

Do alto céu; do fundo da terra,
Surge como em sonho teu rosto amado
Envolto na névoa da noite...
Será que voltarei para nosso lampião...
Como outrora, LM?

.
Let it be (áudio)

When I find myself in times of trouble
Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom, let it be.
And in my hour of darkness
She is standing right in front of me
Speaking words of wisdom, let it be.
Let it be, let it be.
Whisper words of wisdom, let it be.

And when the broken hearted people
Living in the world agree,
There will be an answer, let it be.
For though they may be parted there is
Still a chance that they will see
There will be an answer, let it be.
Let it be, let it be. Yeah
There will be an answer, let it be.

And when the night is cloudy,
There is still a light that shines on me,
Shine on until tomorrow, let it be.
I wake up to the sound of music
Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom, let it be.
Let it be, let it be.
There will be an answer, let it be.
Let it be, let it be,
Whisper words of wisdom, let it be.
 

When I find myself in times of trouble
Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom, let it be.
And in my hour of darkness
She is standing right in front of me
Speaking words of wisdom, let it be.
Let it be, let it be.
Whisper words of wisdom, let it be.

And when the broken hearted people
Living in the world agree,
There will be an answer, let it be.
For though they may be parted there is
Still a chance that they will see
There will be an answer, let it be.
Let it be, let it be. Yeah
There will be an answer, let it be.

And when the night is cloudy,
There is still a light that shines on me,
Shine on until tomorrow, let it be.
I wake up to the sound of music
Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom, let it be.
Let it be, let it be.
There will be an answer, let it be.
Let it be, let it be,
Whisper words of wisdom, let it be.
 

.

Romaria (áudio)
(Renato Teixeira)

É de sonho é de pó
O destino de um só
Feito eu perdido em pensamentos
Sobre o meu cavalo
É de laço e de nó de gibeira
O jiló dessa vida
Cumprida a sol
Sou caipira, Pirapora,
Nossa Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida
O meu pai foi peão
Minha mãe, solidão
Meus irmãos perderam-se na vida
À custa de aventuras
Descasei, joguei
Investi, desisti
Se há sorte eu não sei nunca vi
Me disseram, porém
Que eu viesse aqui, pra pedir
De romaria e prece
Paz nos desaventos
Como eu não sei rezar
Só queria mostrar
Meu olhar, meu olhar, meu olhar...
 

.
My Way (áudio)
 
 
MY WAY

((J. Revaux - C. François - G. Thibaut -  Paul Anka) 
Frank Sinatra
 

And now the end is near 
And so I face the final curtain 
My friend I'll say it clear,
I'll state my case of which I'm certain. 
I've lived a life that's full, 
travelled each and every highway 
And more, more than this I did it my way 
Regrets, I've had a few,
but then again too few to mention. 
I did what I had to do, 
I saw it thru without exemption
I've planned each chartered course, 
each careful step along the byway.
And more, more than this, I did it my way
Yes there were times, I guess you knew,
when I bit off  more than I could chew,
but with it all when there was doubt 
I ate it up and spit it out. 
I faced it all, and I stood tall
And I did it my way.
I've loved, laughed and cried, 
I had my fill, my share of losing. 
But now as tears subside 
I find it all so amusing
To think I did all that 
and may I say not in a shy way
Oh, no, no not me! I did it my way.
For what is a man, 
what has he got if not himself? 
Then he has not to say the things he truly feels 
And not the words of one who kneels? 
The record shows I took the blows and 
I did it my way... 
A MEU MODO

Agora que o fim está próximo 
e eu encaro já o pano que está para cair,
vou falar às claras e expor a você, meu amigo, 
minhas razões, minha vida.
Uma vida que, estou certo, 
foi plenamente vivida:
percorri todos e cada um dos caminhos.
Mas o mais importante, 
é que sempre fiz tudo a meu modo 
Arrependimentos? Sim, uns poucos. 
Tão poucos que nem vale a pena  falar deles. 
Eu fiz o que tinha de fazer 
e sempre levei os projetos até o fim 
sem dispensar-me de nada. 
Planejei cada um de meus caminhos e rotas, 
e, cuidadosamente, cada passo na estrada.
Mas o mais importante, 
é que sempre fiz tudo a meu modo.
Sim, houve momentos, você bem sabe,
em que dei passos maiores que as pernas.
Mas mesmo sobrecarregado 
e em momentos de hesitação 
continuei senhor da situação e "falando grosso"
Levando tudo até o fim 
e sempre a meu modo.
Amei, ri e chorei, 
tive também minha quota de derrotas.
Mas agora, que as lágrimas já se acalmaram, 
eu acho tudo isso tão divertido: 
pensar que eu fiz todas essas coisas 
e posso dizer, não com falsa modéstia
(não, eu não!):
Eu fiz as coisas a meu modo.
Porque, afinal o que é um homem? 
O que é que ele tem, senão a si mesmo? 
E, então, ele acaso não deve dizer 
o que sente ao invés de curvar-se? 
Todos sabem que eu aguentei o tranco, e fiz tudo a meu modo...
 


 
 

.
Comme d'habitude (áudio)

 
COMME D'HABITUDE
(J. Revaux - C. François - G. Thibaut)
Claude François 

Je m'léve et je te bouscule, 
Tu ne te réveille pas comme d'habitude. 
Sur toi je remonte le drap
j'ai peur que tu aies froid, comme d'habitude
Ma main caresse tes cheveux 
presque malgré moi comme d'habitude
Mais toi, tu me tournes le dos, comme d'habitude
Alors, je m'habille trés vite, 
je sors de la chambre comme d'habitude
Toute seule je bois mon café, 
je suis en retard comme d'habitude
Sans bruit je quitte la maison 
Tout est gris dehors, comme d'habitude 
J'ai froid je reléve mon col comme d'habitude 
Comme d'habitude, toute la journée
je vais jouer a faire semblant
Comme d'habitude, je vais sourire
Comme d'habitude, je vais même rire 
Comme d'habitude, enfin je vais vivre
Comme d'habitude... 
Et puis, le jour s'en ira, moi je reviendrai, 
comme d'habitude, 
Et toi, tu seras sorti, pas encore reentré, comme d'habitude
Toute seule, j'irai me coucher 
dans ce grand lit froid,comme d'habitude
Mes larmes je les cacherai, comme d'habitude
Comme d'habitude, même la nuit 
je vais jouer a faire semblant; 
comme d'habitude tu rentreras; 
comme d'habitude, je t'attendrai 
comme d'habitude, tu me souriras 
comme... d'habitude..

Como de Costume
 

Eu me levanto, te sacudo, 
mas você não acorda, como de costume. 
Te cubro com o lençol imaginando, 
como de costume, que você está com frio.
Quase automaticamente acaricio teus cabelos. 
Mas você, como de costume, vira pro outro 
lado, ...como de costume.
Daí, troco-me rapidamente, 
saio do quarto, como de costume. 
Sozinha, engulo meu café, estou atrasada
como de costume
Sem fazer ruído, saio de casa; lá fora,
como de costume, tudo está tão cinza. 
Estou com frio, levanto a gola do meu casaco, 
como de costume.
Como de costume vou passar o dia todo fingindo, representando: fingir que sorrio,
que sou feliz, que até estou a rir:,
como de costume. Fingir, enfim, que estou vivendo, como de costume...
E assim o dia passará e ao final voltarei para casa, como de costume. 
Você estará fora  ainda não terá voltado, 
como de costume. 
Sozinha, vou me deitar nesta cama grande e fria como de costume. 
Minhas lágrimas, eu as esconderei,
como de costume. 
Como de costume, até de noite continuarei a fingir.
Como de costume, você voltará; 
como de costume, Eu estarei esperando; como de costume, 
Você me sorrirá, como de costume...


 
 
 

.
Milord (áudio de Edith Piaf)
MILORD (Paroles de Georges Moustaki   Musique de Marguerite Monnot )

Allez, venez, Milord, vous asseoir a ma table. Il fait si froid dehors, ici c'est confortable. Laissez vous faire M. et prenez bien vos aises, vos peines sur mon coeur, et vos pieds sur une chaise.
Je vous connais M., vousn'm'avez jamais vu, je ne suis qu'une fille du port, une ombre de la rue.
Pourtant je vous ai frolé quand vous passiez hier, vous n'etiez pas peu fier, Dame!, le ciel vous comblait, votre foulard de soie flottant sur vos épaules, vous aviez le beau rôle, on aurait dit le roi.
Vous marchiez en vainqueur au bras d'une demoiselle...   Mon Dieu! Qu'elle était belle. J'en ai froid dans le coeur...
Dire qu'il suffit parfois qu'il y ait un navire pour que tout se déchire quand le navire s'en va et al'améne avec lui,la douce aux yeux si tendres. Qui n'a pas su comprendre. Qu'elle a brisé votre vie. L'amour ça fait pleurer, comme quoi l'existence ça vous donnait toutes les chances... pour les reprendre aprés. Allez, venez, Milord, vous avez l'air d'un môme, laissez vous faire M., venez dans mon royaume. Je soigne les remors, je chante la romance, je chante les M. qui n'ont pas eu de chance. Regardez-moi M. vous n'm'avez jamais vu...  Mais vous pleurez M., ça jen'l'aurais jamais cru. Eh bien, voyons, M., souriez-moi, M., mieux que ça Un petit effort... Voilá, c'est ça! Allez, riez M.! Allez, chantez M.! Mais oui, dancez M.! Bravo M.! Encore M.!
MILORD
A prostituta de Marselha convida o hesitante freguês em potencial (que ela trata por "Milord") a entrar no cabaré: "Chega mais, Milord! Vamos! Tá tão frio aí fora e aqui dentro tá tão gostoso. Entra! fique a vontade, desfaça-se de todas as suas penas e preocupações".
Descreve-lhe a seguir a impressão que teve dele quando casualmente (o "Milord" nem notou) se cruzaram na rua ontem: o M. todo bem vestido, uma panca com aquele cachecol de seda e ares de rei, tendo ao lado uma
belíssima moça e... hoje aqui,"na pior",à porta "do meu reino": o cabaré.
"É, milord, a vida é assim: às vezes basta um navio que zarpa e uma incompreensão para que toda nossa felicidade venha abaixo... Mas, deixa isso prá lá, nosso negócio é diversão, gargalhada, bebida, farra, a
felicidade do cabaré, que cura todas as dores e remorsos.
É isso aí: dança milord! Canta! Ri! Isso! Assim mesmo, milord! Mas, espere, você tá chorando? Não, benzinho, assim não pode, é só prá dançar, chorar não! Não, nào, não, que biquinho é esse milord? Sorri prá mim, assim, mais um pouquinho...: isso! Agora ri, Milord, gargalhando, isso,agora dançando, viu como é fácil! Tá tudo resolvido..., não é Milord?
 


 

.
Hier Encore (áudio de Charles Aznavour)
 
 
HIER ENCORE
(Charles Aznavour)

Hier encore, j'avais vingt ans, je caressais les temps 
Et jouais de la vie, comme on joue de l'amour et je vivais la nuit 
Sans compter sur mes jours qui fuyaient dans les temps 
J'ai fait tant de projets qui sont restés en l'air 
J'ai fondé tant d'espoirs qui se sont envolés 
Que je reste perdu, ne sachant ou aller 
Les yeux cherchant le ciel mais le coeur mis en terre

Hier encore j'avais vingt ans je gaspillais le temps en croyant l'arrêter 
Et pour le retenir même le davancer 
Je n'ai fait que courir et me suis essouflé 
Ignorant le passé conjugant au futur 
Je précedais de moi toute conversation 
Et donnais mon avis que je jugeait le bon 
Pour critiquer le monde avec désinvolture 

Hier encore j'avais vingt ans, mais j'ai perdu mon temps à faire des folies qui ne me laissent au fond rien de vraiment précis que quelques rides au front et la peur de l'ennui 

Car mes amours sont mortes avant que d'exister Mes amis sont partis et ne reviendront pas 
Par ma faute j'ai fait le vide autour de moi 
Et j'ai gaché ma vie et mes jeunes années 
Du meilleur et du pire en jetant le meilleur 
J'ai figé mes sourires et j'ai glacé mes pleurs 
Ou sont-ils à présent, à présent mes vingt ans. 

Ainda ontem
Ainda ontem, tinha eu vinte anos saboreava a passagem do tempo e  aproveitava a vida, gozando o amor e  vivendo a noite
Sem reparar que meus dias iam se escoando 
Foram tantos meus projetos de então que acabaram por dar em nada;
Minhas esperanças, que eram tantas, se desvaneceram
E me encontro perdido  sem saber para onde ir
Os olhos buscando o céu  mas o coração lançado em terra.
Ainda ontem, tinha eu 20 anos  malbaratei o tempo pensando em retê-lo 
E acreditando que o pudesse  impedir de passar pus-me a correr e a correr  até me esgotar
Para mim não contava o passado: eu só conjugava o futuro
Tomava conta  de toda conversa e discussão
E dava minhas opiniões,  que eu levava tão a sério, criticando o mundo  com o maior desembaraço Ainda ontem, tinha eu 20 anos,  mas perdi o tempocom bobagens que, no fundo, nada de definido deixaram em mima não ser algumas rugas na testa e este medo do tédio
Pois meus amores morreram  antes mesmo de começarem a ser
Meus amigos se foram  e já não mais voltarão
Eu mesmo sou o culpado do vazio que construí a meu redor
Destruí minha vida  e minha juventude 
Entre o bem e o mal,  lancei fora o bem e por isso esse meu sorriso forçado e meu pranto também duro e gélido.Aonde foram parar, onde estão os agora, os meus 20 anos?